Introdução
Na Freguesia
de Nossa Senhora de Fátima existem determinados imóveis que
pelas suas características únicas ou interesse histórico
devem ter a especial atenção de todos na sua preservação e
valorização.
Os
Prémios
Valmor
O Prémio Valmor foi instituído pelo segundo Visconde de Valmor, diplomata e político muito conceituado no seu
tempo e apreciador das belas-artes.
Fausto de Queiroz Guedes nasceu em 1837, em Lamego,
e foi o segundo e último visconde de Valmor, um título herdado do seu tio paterno.
Profundo conhecedor da arquitectura clássica, o visconde
de Valmor foi membro do Partido Progressista, par do reino e governador civil de
Lisboa.
Na véspera do Natal de 1898 morreu em Paris, deixando
à Academia das Belas-Artes a quantia de 100 contos de réis, valor muito considerável para a época, metade
da qual se destinava à formação de um fundo, cujo rendimento anual seria o prémio a atribuir, em partes iguais,
ao proprietário e ao arquitecto que tivessem construído o mais belo prédio de
Lisboa.
Porém, o seu testamento deixa bem clara a condição
exigida: “...com a condição, porém, que essa casa nova, ou restauração de edifício
velho, tenha um estilo arquitectónico clássico, grego ou romano, romão
gótico, ou da renascença ou algum tipo artístico português, enfim um estilo
digno de uma cidade civilizada”.
A 23 de Dezembro de 1902, em sessão municipal, foi
criado o regulamento que legitimava a atribuição do Prémio
Valmor: no primeiro semestre de cada ano, um júri de três arquitectos, nomeados pela Câmara Municipal, pela
Academia-Real de Belas Artes e pela Sociedade dos Arquitectos
Portugueses, analisava os prédios construídos no ano anterior, escolhendo o melhor e o que obedecesse às
condições exigidas.
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